nessa minha infância marginal
brincava, sorria.
um gordinho baixinho
que pensava que sabia.
menino difícil
do avesso fiz avesso
sujo de terra,
sem o tampo do dedo.
bebedor de etanol
guerreiro da noite
já fui pra festa,
levando dragão e foice
brinquei com tudo um pouco
uma cara desprevenido
vagabundo sortudo
às vezes azarado...
autor da minha própria história
senhor das minhas escolhas,
erradas.
aprendi!
fui irmão,cunhado e pai
e até podre fruto.
vim num raio que cai,
nasci em estado bruto
fui mal lapidado
por mão calejada
errando o caminho
quebrando a cara.
é fato: fui feliz.
sou assim, fui embora.
a vida da o tempo
e eu não sei se espero!
se fui, se sou, não sei...
pobre, simples plebeu,
fui mendigo, fui rei
e, até hoje, sou eu.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário